Por uma teoria da cultura do capitalismo de nuvens e a desconexão biopolítica do Sul Global
Resumo: Há a cultura e há o culturalismo. A primeira é cultura como processo e semblante histórico real da economia política das relações sociais produção; é devir, movimento, transformação. O segundo designa a cultura do eurocentrismo colonial, capitalista e imperialista. É eurocêntrico pelas seguintes razões: a) porque atualiza sem cessar o período colonial naturalizando a acumulação originária a partir da concentração do valor ( tecnológica, militar, científica, estética, econômica) às custas do Sul Global; b) porque naturaliza a sua própria condição histórica, apresentada como superior, assim como todas as formas de cultura dos povos, cinicamente capturadas e divulgadas como monumentos à barbárie do culturalismo euro-norte-americano. O eurocentrismo, entretanto, não se limita à Europa e pelo menos desde o fim da Segunda Guerra Mundial tem como eixo a indústria cultural do imperialismo estadunidense, que a tudo edita e reedita como a um tempo biopoder e necropoder, reproduzindo, assim, o eurocentrismo de suas origens, porque o necropoder é a vida matável do Sul Global e o biopoder é a expressão publicitária dos estilos de vida do Ocidente. A big tech é a nova versão do culturalismo eurocêntrico norte-americano e a cultura pela qual se deva lutar no contemporâneo é a cultura de desconexão da Big Tech, afirmando a soberania digital, a luta por uma cultura nacional própria e ao mesmo tempo multipolar. Palavras-chave: Cultura nacional e multipolar; culturalismo eurocêntrico, Big Tech, Sul Global, biopolítica, desconexão.
Data de início: 19/05/2026
Prazo (meses): 24
Participantes:
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Nome |
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| Coordenador | LUÍS EUSTÁQUIO SOARES |
