A TEMÁTICA AMOROSA NA POESIA DE PRESOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA

Nome: CLEIDSON FRISSO BRAZ

Data de publicação: 17/12/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
FABIOLA SIMAO PADILHA TREFZGER Examinador Interno
MARCELO FERRAZ DE PAULA Examinador Externo
MARCELO PAIVA DE SOUZA Examinador Externo
NELSON MARTINELLI FILHO Presidente
VITOR CEI SANTOS Examinador Interno

Resumo: Esta tese discute a temática amorosa nos poemas produzidos por presos políticos
durante a ditadura militar brasileira. À luz de teorias acerca da memória, da filosofia,
da história e de produções documentais que contribuem para a compreensão da
história daqueles que resistiram ao regime militar, debatem-se as condições de escrita
destes poemas de amor fortemente atravessados pelo contexto de opressão que
perdurou no Brasil de 1964 a 1985. Através da articulação desses estudos, a pesquisa
busca compreender como esses campos dialogam com a crítica literária do
testemunho, principalmente aquela dedicada à poesia, partindo da premissa de que a
literatura é um espaço privilegiado para a elaboração da experiência histórica. Neste
percurso, os estudos acerca da psicanálise ganham destaque no corpus da pesquisa,
evidenciando a estreita relação entre o texto poético, seus limites e impasses, mas
também suas possibilidades para a representação pela via da sublimação,
especificamente no que diz respeito aos poemas de amor. Apresenta-se a grande
ocorrência dessa temática nos textos poéticos produzidos no cárcere da ditadura
militar brasileira e, reunindo as discussões suscitadas pelos campos de estudos
apresentados anteriormente, dedica-se à análise de quatro poemas de presos
políticos: Aybirê Ferreira de Sá (1981); Alex Polari (1978); Gilney Viana (2011); e
Athanásio Orth (1978). Conclui- se que os poemas de amor produzidos por presos
políticos durante a ditadura militar brasileira podem operar como uma forma de
elaborar o sofrimento e evitar o adoecimento psíquico, opondo-se assim à pulsão de
morte que constitui o trauma e tocando com maior profundidade o princípio do prazer,
tornando a escrita de teor testemunhal uma possibilidade de reorganização do mundo
simbólico, extremamente abalado pela violência.

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